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      AZ Alkmaar

      Texto por João Pedro Silveira
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      O AZ nasceu a 10 de Maio de 1967, por fusão de Alkmaar'54 e FC Zaanstreek, com sede numa cidade vizinha. Este processo tinha sido iniciado em 1964, pelos irmãos Cees e Klaas Molenaar, antigos jogadores de clubes locais, que sonhavam formar um grande clube na cidade de Zaanstreek. Após algumas tentativas falhadas, a fusão avançou e nasceu então o AZ'67.
       
      As primeiras épocas correram mal para a nova agremiação, deixando o clube envolto em dívidas, por culpa dos investimentos ruinosos e transferências caras. Em 1972, os irmãos Molenaar acabaram por pagar as dívidas acumuladas, reinvestiram e solidificaram as finanças do clube, o que tornou possível a primeira era dourada do AZ.
       
      Os anos dourados
       
      A segunda metade da década de 70 e a primeira da década seguinte viram o AZ tornar-se numa das principais forças do futebol holandês, ombreando com os três grandes dos Países Baixos: Ajax, Feyenoord e PSV. Com o treinador Georg Kessler e jogadores como Kees Kist, Jan Peters, Hugo Hovenkamp, John Metgod e Kristen Nygaard, os Alkmaar Zaanstreek  («Fazendeiros do Queijo», em português) tornaram-se presença constante nas principais discussões do futebol holandês. Após dois quintos lugares (1974/75 e 1975/76), o AZ conseguiu um extraordinário terceiro lugar na Liga Holandesa 1976/77 e qualificou-se para as competições europeias pela primeira vez. Entre 1977 e 1982, o emblema de Alkmaar disputou as provas europeias por cinco vezes, conquistando também a Taça da Holanda em 1977/78, 1980/81 e 1981/82. 
       
      Após quatro épocas perto do céu, a grande época chegou em 1980/81. Numa manifestação inequívoca de poder, como bem demonstram 27 vitórias e 101 golos marcado em 34 jogos, o AZ conquistou assim o primeiro Campeonato da sua história. A dimensão histórica do título ganha ainda mais destaque se lembrarmos que, entre 1964/65 e 2008/09, o título de 1980/81 foi o único a fugir ao trio Ajax-PSV-Feyenoord.
       
      A camisola dos Homens do Norte e um detalhe do símbolo que os jogadores do AZ levam no peito
      Na Europa, a temporada 1980/81 marcou também a maior façanha do clube. O AZ jogou a Taça UEFA e começou por eliminar facilmente Red Star (Luxemburgo), Levski Sofia (Bulgária) e Radnicki Nis (Jugoslávia). O nível de dificuldade subiu nos quartos de final e nas meias-finais, graças a Lokeren (Bélgica) e Sochaux (França), respetivamente, mas ambas as eliminatórias foram resolvidas, com um golo de diferença. Na final, que era disputada a duas mãos, o Ipswich City, então orientado por Bobby Robson, começou por levar a melhor, com um 3x0 caseiro; na segunda mão, jogada em Amesterdão (devido à falta de condições do estádio de Alkmaar), o triunfo por 4x2 do AZ não foi suficiente para emendar a derrota sofrida em Portman Road, e os ingleses conquistaram o troféu.
       
      Travessia do deserto
       
      A conquista da Taça da Holanda e o terceiro lugar no Campeonato em 1981/82 esconderam a crise que se aproximava. Seguiram-se um 11º e um 13º lugar na Liga Holandesa e o abandono de Klaas Molenaar em 1985 (Cees havia falecido em 1979) iniciou o fim de uma era, que teve o seu epílogo com a despromoção em 1987/88.
       
      Foram necessários 10 anos para os Homens do Norte voltarem ao convívio com grandes. Já com Dirk Scheringa na presidência, o clube 'renasceu' como uma força a ser tida em conta no futebol neerlandês. Com Co Adriaanse (2002/03-2004/05) e Louis van Gaal (2005/06-2008/09) no comando técnico, o AZ tornou-se num candidato habitual ao título e voltou a competir regularmente nas competições europeias, o que permitiu enchentes recorrentes no pequenino Alkmaarderhout (capacidade para 8 390 espetadores). 
       
      Sonhos e pesadelos
       
      Stijn Schaars levanta o escudo de campeão dos Países Baixos
      Em 2004/05, depois de superar Pré-Eliminatória e Fase de Grupos da Taça UEFA, a formação holandesa eliminou Alemannia Aachen (Alemanha), Shakhtar Donetsk (Ucrânia) e Villarreal (Espanha), antes de encontrar o Sporting nas meias-finais. Em Lisboa, o AZ arrancou um 2x1 promissor que abriu boas perspetivas para a segunda mão. Com o Alkmaarderhout, AZ e Sporting disputaram um encontro épico, que terminou de forma dramática para os da casa. Um golo de Miguel Garcia no último minuto do prolongamento deixou os adeptos leoninos loucos, contrastando com os holandeses, que viveram um verdadeiro pesadelo.
       
      Esta tristeza teve um novo capítulo em 2006/07, quando o AZ entrou para a última jornada do Campeonato na iderança e com vantagem (pela diferença de golos) sobre PSV e Ajax. Enquanto os dois rivais venceram os seus jogos, o AZ perdeu com o Excelsior (3x2), que se arrastava no fundo da tabela, e deixou o título fugir para o PSV. Para cúmulo, o Excelsior jogou com menos um jogador durante 80 dolorosos minutos, que marcaram a história do AZ. Uma semana depois, o Ajax arrebatou a Taça da Holanda ao AZ nos penáltis (7x8), já depois de ter afastado o emblema de Alkmaar da Liga dos Campeões, no play-off.
       
      A conquista e o AZ Stadion
       
      O século XXI trouxe um novo AZ, com ambições renovadas e conquistas
      Dirk Scheringa levou avante a construção do novo estádio, o então DSB Stadion (mais tarde AZ Stadion, hoje AFAS Stadion), com 17 mil lugares. O objetivo era fazer crescer o clube e, no futuro, aumentar a lotação até cerca de 40 mil lugares, um projeto que entretanto foi abandonado. Dentro do campo, depois das frustrações, o AZ finalmente teve motivos para festejar...
       
      As saídas de Tim de Cler, Danny Koevermans e Shota Arveladze, entre outros, passou a ideia de que o clube tinha perdido algum poder, mas tal facto estava longe de ser verdade. O treinador Louis van Gaal foi contratado e o AZ partiu para uma época de extrema regularidade, superou a concorrência de Twente e Ajax e conquistou o Campeonato, a três jornadas do fim. Sem surpresa, o conceituado treinador saiu para o Bayern Munique e mais alguns jogadores também rumaram a outras paragens.
       
      As últimas épocas ficaram marcadas por um redimensionar das ambições do clube, perdendo algumas das suas referências e conseguindo campanhas de menor destaque, tanto dentro como fora de portas. 
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