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O sítio dos Gverreiros
António Costa
2020/01/14
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"O sítio dos Gverreiros” é uma coluna de opinião de assuntos relativos ao SC Braga, na perspetiva de um olhar de adepto braguista, com o sentido crítico necessário, em busca de uma verdade externa ao sistema.
A Pedreira assistiu à estreia caseira do treinador Rúben Amorim, perante os seus adeptos, frente ao Tondela. Os beirões, agora orientados pelo espanhol Natxo González, têm amealhado mais pontos fora do que em casa, pelos que as dificuldades esperadas eram muitas. Aliás, as equipas portuguesas já encaram os jogos frente ao SC Braga com uma motivação extra, de quem vai defrontar um adversário superior. O universo braguista quis mostrar ao novo técnico que o seu apoio é real, com esperança em melhores dias. 
 
O SC Braga entrou em campo apenas com uma alteração, surgindo Murilo no lugar do indisponível Sequeira, em comparação com o jogo anterior, que resultou na maior goleada da longa história do clube. Mas é bom que as pessoas se habituem que, tal como eu escrevi no artigo anterior, existirão muitos jogos em que vencer pela margem mínima será um excelente resultado. As mudanças com a entrada do novo técnico são muito grandes e exigem tempo de consolidação, assim como uma maneira diferente de ver futebol, para a qual muita gente não tem qualquer preparação. Tal como o técnico luta contra o tempo, também os adeptos devem aprender rapidamente a ver diferenciadamente, sendo necessária uma consciência coletiva de que o apoio de todos é sempre importante, mas ganha maior relevo nos momentos mais adversos. O primeiro tempo mostrou um jogo sem grandes rasgos nem grandes oportunidades, até que surgiu o lance infeliz de Bruno Viana que, de modo displicente, permitiu a Murillo caminhar isoladamente para a área e, com técnica, inaugurar o marcador. O Tondela não fez nada por merecer tamanha sorte, que lhe chegou através de uma oferta contrária e a vantagem alcançada ampliou o desejo do antijogo que a equipa já demonstrava antes. 
 
Ao intervalo, Rúben Amorim deixou nos balneários Palhinha, já amarelado, e Murilo, que esteve longe do que é capaz, lançando André Horta e Galeno. À medida que o tempo ia passando os nervos subiam e o antijogo beirão também. Até que Paulinho marcou o golo do empate já na parte final da partida e devolveu a esperança à Legião. O Tondela continuou na senda de deixar passar o tempo sem querer jogar, mas a crença dos Gverreiros do Minho não conhece limites e o prémio chegou nos descontos, com Paulinho a bisar na recarga a uma bola que a barra devolveu, após cabeçada de Fransérgio. As bancadas explodiram de alegria, mas a respiração ficou suspensa durante algum tempo, até que o VAR validasse a legalidade do lance. É o sinal dos tempos modernos e da loucura tecnológica em que o centímetro ganha nova dimensão, ainda que me subsistam dúvidas sobre a cientificidade das linhas colocadas nos foras de jogo. O sim dado ao golo permitiu novos festejos, no meio de uma loucura coletiva, à partida impensável. Estava conseguida a segunda vitória consecutiva do SC Braga, sob o comando de Rúben Amorim, numa cultura de vitória que se deseja cimentada. O sentimento de equipa grande deve ter essa obrigação de lutar sempre pela vitória e de procurar contornar os obstáculos que vão surgindo. Foi uma sensação de enorme alívio nas almas braguistas, perante a justiça que Paulinho colocou no resultado final, num jogo em que o menino Trincão voltou a estar em evidência.
 
A equipa B do SC Braga recebeu, no complexo desportivo de Fão, o Juventude de Pedras Salgadas e venceu, com justiça, por 3-0. Este triunfo aproximou a equipa do primeiro lugar, uma vez que o líder Vizela empatou em casa, frente ao Maria da Fonte. Vasco Faísca mantém-se, assim, invicto à frente da equipa e persegue, com o grupo que comanda, o apuramento para a fase decisiva de subida de divisão.
 
A equipa feminina começou a fase de apuramento do “Campeão de inverno” batendo o CF Benfica por 4-0 e colocando-se em boas condições para aspirar à conquista da Taça da Liga. Uma eventual vitória nesta competição seria um prémio justo para a equipa de Miguel Santos, depois da época exigente e, por vezes, de pouca sorte que se tem verificado.
 
Em relação à formação, a equipa de Sub-19 bateu na cidade desportiva o D. Aves por 6-2. O desnível do resultado não mostra que os avenses estão na luta pelo apuramento para a fase decisiva da competição, algo que o SC Braga já conseguiu, mas que mesmo assim não parece abrandar a equipa de Artur Jorge, que entrou bem e chegou a 2-0 mas consentiu o empate antes do intervalo. O descanso e as palavras do treinador mostraram uma equipa sedenta de vitória no segundo período, pelo que os quatro golos obtidos, sem resposta, selaram uma goleada que consolida a liderança.
 
A equipa de Sub-17 foi ao terreno do Rio Ave vencer por 2-1, alcançando o primeiro triunfo na segunda fase e reentrando na discussão pelo apuramento, algo que até agora parecia impensável, após seis jogos sem vencer. A equipa de Sub-15 averbou a sua primeira derrota nesta fase, perdendo a liderança para o Porto, que foi o seu adversário nesta jornada.


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